Trilha Mogi – 09/04/2016

Por Eldenice Rocha

Esse fim de semana foi muito especial pra mim…

No último sábado fui puxadora oficial de uma trilha do grupo Pedáguas. A trilha Mogi, considerada pelo grupo como sendo de nível médio em relação à distância e a técnica, mas para muitos, considerada difícil em relação a altimetria. Em apenas 30 km sobe-se 820m. Eu e Rodolfo fizemos uma esticada. Ele veio pedalando de Águas Claras e me encontrou no balão do Torto. Seguimos para Sobradinho e encontramos o Dario e o Fabrício. Muita gente no ponto de encontro, mas os laranjinhas pedaguenses éramos mesmo só nos quatro.

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20160409_080817Partimos às 8h em ponto. Gritei o nome Pedáguas, e um rapaz logo se apresentou como sendo o “Junior” e dizendo que tinha visto o convite do evento. Ele se juntou a nós.
Já nos primeiros 2 kms ele foi ficando pra traz. Eu voltei e perguntei se ele estava bem. Ele muito ofegante disse que não estava apto a nos seguir e que iria atrapalhar o pedal. Eu tentei que ele fosse, mas fatalmente seria complicado pra ele. O rapaz sabiamente desistiu. Me despedi e pedi que treinasse um pouco mais e que seria muito bem vindo quando estivesse se sentindo em condições.

Me juntei aos rapazes e seguimos descendo muito nos primeiros kms que se seguiram.

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O sol já castigava às 8:30 da manhã. Motivo mais que suficiente para não ficar de moleza. Foram pouquíssimas e rápidas as paradas. Encontramos muita gente no percurso, mas logo se dissipavam, já que a região tem muitas variações de trilhas.

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Quando começamos a subir os rapazes mais que rápido zeraram as primeiras paredes do percurso. Encontrei com eles próximo a uma escola onde fizemos nosso lanche e abastecemos de água gelada. A partir daí eu e Rodolfo só encontramos o Dario e o Fabricio no final da trilha, às 10:30h.

Pedi que os dois voltassem para casa imediatamente já que o Dario e o Fabricio haviam prometido as suas esposas que por volta das 17h chegariam em casa , uma vez que a puxadora da trilha seria a Eldenice! Infelizmente elas não poderão me culpar do atraso, caso eles não tenham retornado às suas residências ainda no período da manhã!

Eu e Rodolfo nos despedimos dos dois e voltamos pedalando para Granja do Torto, mas não sem antes parar na rodoviária de Sobradinho pra um caldo de cana e um pastel de vento!

Enfim, apesar de apenas cinco de nos terem comparecido, não foi menos gratificante pra mim, pois a satisfação em puxar uma trilha de um grupo onde o lema é: “Nossas trilhas não são tão fáceis”, já é suficiente e motivo de muita alegria.

Saldo do pedal: Rodolfo percorreu 87 km, subindo 1342m. E eu 67 km, com 1327m. Deu bom pra uma trilha média do grupo de MTB mais temido, e que tenho muito orgulho em fazer parte.

Até breve, Pedáguas!

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Fuscão 1600 – 13/02/2016

Uma trilha Pedáguas “como deve ser”

por Evandro Torezan

Cidade Eclética, 13 de fevereiro de 2016

Um mil e seiscentos metros de subida no mapeamento. Assim deu-se o nome à mais nova trilha do Pedáguas que como o afamado Fuscão, com motor de 1600cc, sobe tudo. Variação da nossa “100 Kms de Subidas”.

Nos reunimos na Cidade Eclética, a Campo Limpo de outrora transformada em comunidade espiritualista. Eu e o A.Pedro fomos os primeiros a chegar no ponto zero, às 7h da manhã.

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Partimos às 7h30. A trilha seguiu o sentido horário, assim, saímos da cidade pelo sudeste, passando por dentro da Fazenda Eclética, que faz parte da comunidade. É uma bela área de cerrado, com alguns morros e chapadões. Foi praticamente só descida até passar por uma cachoeirinha num fundo de vale, cercada de mata, ao lado de uma capela. Dali, subimos um pouco até a GO-225, rodovia que liga Santo Antônio do Descoberto a Cidade Eclética. Pegamos asfalto por 4 kms, até voltar pra estrada de chão no famoso caminho para Pirenópolis e Corumbá.

Uma mulher passou de carro nos abençoando: “Força! Deus te proteja!”. Será que ela conhecia a trilha? Continuamos descendo e subindo pela estrada rumo ao rio Areias. Após a ponte do Areias, a subida assusta. Quando cheguei na ponte estava uma confusão do outro lado do rio. Gente subindo, gente descendo, gente tombando. Realmente, foi a pior parte do caminho até ali. Um pouco de técnica foi necessária para reposicionar o centro de gravidade e não deixar a bike empinar. Nos reagrupamos no alto, no entroncamento de outra estrada, no final da subida do rio.

Continuamos subindo. Após cruzar o alto do morro, uma sequência de tobogãs fizeram nossa alegria, sendo superados com facilidade somente no embalo da descida do morro. Depois, uma longa descida, cheia de curvas de nível incentivou os mais corajosos a voar pela estrada. Alexânia apareceu na parte mais alto do horizonte.

Logo chegamos num bar para refazer as forças com 35 kms de pedal. Ali tomamos Coca-Cola e café. Precisavamos de estimulantes para mais 8 kms até Alexânia. A.Pedro foi o primeiro a partir rumo à cidade: “Vou indo na frente e vocês me alcançam.” Foi uma toada só, sem descanço até a BR-060, no meio de Alexânia. Passamos por reflorestamentos de eucalipto, matas nativas, cerrados e algumas lavouras. A maior parte do caminho é de subida. Nestes 8 kms subimos 240 metros. Passei pelo A.Pedro e tentei manter um ritmo forte, mas fui passado pelo Dario e pelo Miguel.

Fomos os primeiros a chegar na cidade e nos abrigamos na churrascaria Bangalô. Faltavam 15 minutos para as 11h, mas a dona do restaurante nos garantiu que o almoço sairia às 11h. Esperamos. Antes da 11h todos já haviam chegado, mas o almoço não. Ele só começou a ser servido às 11h30. Ótimo churrasco e comida típica goiana.

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Depois do almoço, como de costume, procuramos um cantinho pra um cochilo. Eldenice, Rodolfo e eu nos acomodamos no gramado à margem da rodovia, sob a sombra das árvores e protegidos por redes e tapetes que um vendedor espalhou por ali. Foi um verdadeiro acampamento Pedáguas. A.Pedro se aconchegou num banco de madeira dentro do restaurante, num cantinho reservado. Os outros ficaram conversando e esperando chegar a hora de partir.

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Às 12h30 partimos. Mais da metade do caminho já havia sido percorrido, mas faltava a maior parte das subidas. No começo foi só descida, afinal, Alexânia é um lugar alto. Depois de sair da cidade, entramos pelas fazendas, num sobe e desce constante. Numa das fazendas, a estátua enorme de um boi serviu de cenário para algumas fotos.

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A partir dali as subidas foram ficando cada vez mais difíceis. Quando passei pela frente do hotel fazenda Cabugi, já sabia o que me esperava à frente. A estrada passa por um trecho sombreado, margeada por eucaliptos. No final, mergulha num vale, sem dó nem piedade, passa pelo riacho e dá-lhe subida. Foram 5 minutos descendo por 2 kms e 15 minutos subindo os mesmos 2 kms do outro lado do riacho.

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A trilha continuou pelo alto da chapada por poucos quilômetros. Logo enveredou-se novamente morro abaixo, rumo a um bar velho conhecido nosso, no chamado “trevo de Olhos D´água”. Fizemos ali nossa última parada para reidratação.

Agora faltavam apenas 14 kms. Descemos um pouco até cruzar o rio Areias. Aí acabou a moleza. Só subida até Cidade Eclética. Na subida, belas paisagens foram aparecendo ao lado da estrada.

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Chegamos em Cidade Eclética às 15h30 e tivemos a sorte de pegar o bar/padaria ainda aberto. Conseguimos comprar alguns Gatorades e aplacar nossa sede. O último ciclista chegou uma hora depois.

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A trilha foi show! Uma trilha com a marca do Pedáguas original: dura, solidária, Stravaless. Agradeço aos velhos amigos que compareceram: Antônio Pedro Silveira, Eldenice Rocha, Rogério Prestes,Rodolfo Silva, Dario Rugel, Lucio Sergio Madureira, Odair e Miguel Ferreira; e também agradeço aos novos que prestigiaram esta aventura de 87 kms. Até a próxima.

Veja aí o percurso desta trilha: https://www.strava.com/activities/492729934

Trilha Lago Oeste Colonial – 22/11/2014

por Dario Rugel

No dia 06/07/2014, dia da reunião da comissão de trilhas, Sílvio Sá sugeriu a inclusão da “Catigueiro Colonial” de nosso calendário, sugestão acatada prontamente, dando início ao nosso sofrimento.

No dia 22/11/2014 às 6h15 da manhã, lá estava eu no postinho quando aparece nosso Presidente Evandro Torezan, ambos à espera da carona do Sílvio Sá, que teve problemas seríssimos com o despertador, seu velho inimigo. Nesse tempo de espera mais 6 ciclista juntaram-se a nós e às 6h45 partimos em comboio rumo ao ponto zero.

Longa viagem até o Mercado 13, no Lago Oeste, às margens do Parque Nacional de Brasília. Lá, juntou-se ao grupo os “Pedaguenses” Marco Aurélio, Rogério Prestes e mais 5 ciclistas, 15 ao todo. Nos preparativos iniciais perguntei ao Rogério sobre o abastecimento no km 40 (o qual, não sei por qual razão, eu jurava de pés juntos que existia), o qual me respondeu: “Quê posto? Lá não têm nada, é deserto.” Pensei com meus botões: “Ihhhh, trouxe apenas 1 1/2 litros de água para 84km de trilha, me lasquei!” Findos os preparativos, nos alinhamos para a foto oficial. Clique aqui, clique ali e lá fomos nós para mais uma trilha Pedáguas.

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Os primeiros 19,5 kms foram felizes, com descidas alucinantes, borrifadas de poeira espetaculares e pedregulhos doloridos arremessados pelos caminhões que passavam pelo estradão. Percorremos este trecho em inacreditáveis 47 minutos, todos alegres e satisfeitos achando que esta seria mais uma trilha rápida, leve, fácil e simples e que no máximo às 13:00 horas todos estaríamos em casa curtindo o sabadão com a família.

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No km 25, Marco Aurélio avisa que ele retornará daquele ponto, tentamos em vão convencê-lo para que continuasse conosco, mas para ele já estava de bom tamanho. Muitos de nós alguns km à frente iríamos nos arrepender de não tê-lo seguido. Posteriormente, uma fonte confiável me contou que ele teve que pegar carona pra conseguir voltar por carro.

Primeiros 40 kms, belas paisagens boas subidas. Até o km 40, na parada para nosso lanche, a trilha continuava a mostrar-se leve com algumas subidas fortes um pneu duplamente furado do Sílvio Sá, mas nada que já não estivéssemos acostumados. Neste momento estávamos com 2 horas de pedal.

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Então, a partir deste momento, a trilha começou a mostrar sua verdadeira face. A primeira subida parecia interminável. Em 4 kms ascendemos 250 metros. Ufa!! E estava só começando. A partir dali a trilha nos brindou com subidas constantes ao longo de 20 kms. Um sobe e desce interminável, com descidas rápidas e subidas curtas muito íngremes, em que tínhamos que colocar o guidão no peito para que a bike não virasse para trás. Esse tobogã foi minando nossas forças. Muitos de nós estávamos ficando perigosamente com falta de água, e naquele deserto alto e isolado, não havia nem um veio d’água para nos abastecer. Neste momento eu já tinha conseguido 200ml de uma mistura louca que o Evandro carrega na mochila, mistura tão louca que me deu barato, passei a flutuar após bebê-la. Ele disse que era BCAA, maltodextrina, gatorade, sal, água e gasolina. Doce feito melaço! Mas fazer o quê? Água no meio do deserto é sempre bem vinda, seja lá como for.

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No km 62 paramos para reagrupar e foi aí que percebemos que muitos de nós já estávamos no limite do físico e do psicológico. Poucos de nós, com tantas trilhas de experiência, tínhamos nos deparado com tamanho desafio. É amigo, neste momento em que “o filho chora e a mãe não vê” perguntamos ao nosso bom amigo Silvio Sá, puxador oficial, que neste momento estava deitado no chão com a cabeça repousada sobre uma bosta de vaca seca, o porque de ter feito trilha tão desumana. Nosso Presidente sugeriu até mudar o lema do grupo: agora “nossas trilhas são impossíveis”. Eu questionava o Rogério sobre o boteco, que ele disse haver no km 40, e sonhava com uma Coca-Cola bem geladinha escorrendo pela guela. Alguns falavam com os espíritos da trilha para acabar com aquele sofrimento, uns empurravam as bikes ladeira acima, outros pediam chuva para beber água, e alguns nem pensavam mais de tão esgotados.

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Faltando 24 km para o fim chegamos a um ponto onde poderíamos encher as garrafas: Mineradora Rio do Sal. Quando cheguei lá o Rogério já tinha ido buscar água, distante 3 km do ponto onde parei, logo após alguns minutos ele retorna com algumas garrafas, soltando fumaça pelas ventas e xingando até a quinta geração do funcionário que proibiu ele de adentrar para pegar água no bebedouro, por ordem dos patrões. Jogando todo o charme dele (Rogério) o funcionário encheu 4 garrafas, as quais ele dividiu comigo. Assim consegui encher uma garrafinha de 500ml. Após longos minutos chega o restante do pelote devidamente abastecidos. Eles pararam numa casa na beira da estrada e encheram as garrafas e as mochilas. Consegui mais 500ml. Ufa! Um litro! De sede não morreria.

Acabou? Que nada! O pior estava por vir. Se os guerreiros não morreram até ali, morreriam neste trecho de 10 km de subidas que estava à nossa espera. Partiríamos de 808 metros de altitude para chegar a 1275 metros, para aí sim curtir os 7 km finais de terreno mais plano.

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Começamos a longa subida, uns foram ficando para trás e como sempre Rogério “Bruto” Prestes passou por nós feito uma bala, deixando apenas o rastro de poeira. É nestes momentos de sofrimento extremo que os fantasmas começam a responder os nossos questionamentos: “Será que os meninos da caverna do dragão conseguiram voltar pra casa?”, “Cadê o boteco do km 40?”, “O que o Rogério coloca na água para ter esse gás todo?”, “O que estou fazendo aqui?”, “Que maluco sou eu que deixo todo o conforto de casa e venho aqui sofrer de graça?”, “Tranquei o carro?”, “Vim no meu carro ou de carona?”

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No final da última subida e faltando 9 km para o final tive de dar uma parada para respirar, afinal a megassubida estava querendo me derrubar. Alguns instantes Evandro e Fabrício chegam. Aguardamos alguns minutos e recomeçamos. A visão do ponto final foi como a miragem da Coca-Cola gelada no meio do deserto. Concluir esta trilha foi uma superação e tanto. É, uhu! Deixei de ser PDR, huhuhuh!!!!!! Agora sou PDR Master.

Apenas 5 concluíram a trilha: Rogério, Evandro, Fabrício, um que não sei o nome e eu.

Felipe pegou carona numa CG 75, que não passava dos 30 km/h, e segundo ele, a cena parecia o filme “Debi & Lóide”. Os outros 7 apareceram 15 minutos depois de carona numa camionete. Não imaginei que coubessem tantas bikes numa camionete. Eles sucumbiram à trilha! Mas me pergunte se estavam tristes. Que nada! Estavam felizes igual pinto no lixo!!

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Mais uma trilha sem noção, bem no estilo Pedáguas de ser.

“Nossas trilhas não são tão fáceis” … ops … “Nossas trilhas são impossíveis”.

Certamente voltaremos….

Aniversário do Pedaguas – 3 anos de desafios e aventuras!

Por Pedaguas

Maio é o mês de aniversário do Pedaguas e como em todos anos os anteriores, preparamos uma programação especial para você e sua família curtirem muito!

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Há exatos três anos, na noite do dia dois de maio, uma reunião na praça de alimentação do shopping de Águas Claras sacramentou a fundação de um novo grupo de mountain bike no Distrito Federal, o Pedaguas. Estavam presentes Evandro Torezan, Valderi Santos, Rodrigo ‘Ecoadventure‘, Ivson Cunha, Marco Aurélio Queiroz e Marcos Aurélio Jorge. Além desses seis, o Alexandre Bastos também é considerado um dos fundadores, o sétimo elemento, apesar de não estar presente naquela reunião histórica. No sábado seguinte, na região dos Tonéis, realizamos a nossa primeira trilha com a presença de quinze ciclistas. O resto é história, que continuou e continuará  sendo escrita a cada semana, em nossas trilhas e pedais noturnos.

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Para celebrar esses três anos de desafios e aventuras sempre em ótimas e agradáveis companhias, convidamos você e sua família para um evento na tradicional Fazenda Taboquinha, um verdadeiro parque de diversões para os praticantes de nosso esporte e com estrutura de lazer completa para nos acolher, assim como nossos familiares.

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Programação do dia 24 de maio, sábado

7:45h – Concentração no Posto Policial da quadra 103 de Águas Claras, ao lado do Bar Pirata’s.
8:00h – Saída do comboio de carros em direção à Fazenda Taboquinha. A entrada será pelo portão principal, acesso por São Sebastião.
9:00h – Início da trilha e utilização da piscina e demais áreas de lazer pelos familiares que não irão pedalar. Será uma trilha de dificuldade média, com aproximadamente 25 km. Também haverá uma variação mais curta do mesmo percurso, totalizando aproximadamente 16 km. Quem não estiver com preparo ou disposição para o percurso total, poderá optar pelo trecho mais curto.
11:00 / 11:30h – Chegada da trilha na área de lazer (piscina).
12:00h – Almoço no restaurante da Fazenda (self service).
14:00h – Homenagem aos três anos do grupo e degustação de tortas de aniversário (dois sabores diferentes) preparadas especialmente para a ocasião pela chef Edna Dantas do Delícias Caseiras.

Custos

  • Entrada na Fazenda Taboquinha, com direito a utilização de toda área de lazer até as 17h + bolos de aniversário do Pedaguas: R$ 15,00/ pessoa. Crianças de 0-5 anos tem entrada gratuita; de 6-10 anos pagam meia, R$ 7,50 (pagamento antecipado até o dia 19/05, segunda-feira).
  • Almoço com pratos típicos da culinária goiana e mineira, tipo self service por quilo, servido em fogão à lenha:  Feijão, feijão tropeiro, arroz, macarronada, farofas, bolinhos, frango frito, assado ou ao molho, peixe, pernil, carneiro, galinha caipira, churrasco completo, carnes grelhadas, feijoada, variedades em legumes e saladas: R$ 35,00 / quilo (bebidas à parte). O pagamento deve ser realizado no local (em breve informaremos as formas de pagamento).

Como participar?

Faça sua inscrição (e de seus familiares, individualmente) preenchendo o formulário que se encontra no link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/11PqSNhY6sPNDv2gFsa1W_rFUy5N1k4dBxvSMehcF5Rw/viewform?usp=send_form

Como chegar na Fazenda Taboquinha?

Para os que forem direto para o encontro na Fazenda Taboquinha, utilize o mapa abaixo:

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***IMPORTANTE!***
Deposite o valor referente à(s) entrada(s) na seguinte conta poupança:
Banco do Brasil
Agência: 1230-0
Poupança: 63978-8
Variação cód.: 01
ELDENICE FRANCISCO ROCHA.

Assim que efetuar o pagamento de sua inscrição, envie o comprovante para o e-mail pedaguas@pedaguas.com . Sua inscrição só será considerada válida após este procedimento, sem o qual será cancelada automaticamente. O prazo final é dia 19/05, segunda-feira.

Chaves do Engenho Santo – 15/02/2014

por Evandro Torezan

A previsão do tempo durante a semana prometia sol quente no sábado todo, índice UV extremo e nenhuma nuvem no céu. Mas com a chegada do final de semana o clima mudou. A chuva amenizou o clima e encheu os rios. E foi com o céu nublado que o Pedáguas se reuniu no posto Chaves para a primeira trilha “sem noção” do ano.

Às 7h30 da manhã os pedaguenses Evandro, Rogério, Sid, Zénrique, Bruno, Dinho, Marcelo, Maxwell, Carlos Enrique e Dario partiram rumo às grotas de uma região que nunca se sabe se é DF ou se é Goiás.

Saímos pedalando pela BR-060 por cerca de 2 kms, até entrar numa estrada à direita. A estradinha começa plana, mas logo desaba numa descida forte.

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Seguimos rumo a Santo Antônio do Descoberto, passando por belas áreas de cerrado e algumas áreas de mata nas baixadas. Santo Antônio estava logo ali, ao alcance de nossas vistas.

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Chegamos na DF-280, por onde seguimos para entrar em Santo Antônio. Na ponte sobre o rio Descoberto um guincho se preparava para tirar um carro que havia subido no guard rail e por pouco não caiu dentro d’água.

Cruzamos Santo Antônio com pressa. A única parada foi na frente de uma bicicletaria, onde o Dario tentou arrumar a bike e o Dinho tentou aprender a utilizar o GPS. Foi tudo em vão! O conserto não foi feito e o ninguém aprendeu nada. Continuamos a subida rumo à cabeceira do vale do rio Descoberto, onde fica o começo da estrada de terra onde entramos. Agora sim a trilha começaria a ficar melhor. Estradas mais isoladas e trechos novos que mapeamos para melhorar o caminho.

Depois de uma forte descida, chegou a hora de cruzar o córrego Água Fria, que na nossa última passagem por lá foi tumultuada, com tiro de espingarda para nos espantar. Desta vez tentamos atravessar o córrego um pouco mais pra cima. Fomos descendo rumo ao fundo do vale e passamos sobre o OSBRA (Óleoduto São Paulo – Brasília), maior óleoduto existente no país, com 980 quilômetros de extensão, que começa em Paulínia/SP e termina em Brasília. O óleoduto corta três estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais e Goiás) e o Distrito Federal.

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Entramos por uma pastagem e o gado começou a nos seguir, até chegarmos no riacho. O barranco era alto e fomos procurando um lugar para descer. A trilha na mata ciliar nos levou ao leito. Um lugar bonito, com água verdinha.

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Agora faltava um lugar pra subir do outro lado. Como estava tudo molhado, não foi possível seguir a trilha que estava à nossa frente. Andamos um pouco rio abaixo mas não foi possível. Voltamos e escalamos o barranco, entre árvores espinhentas.

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A trilha seguiu pelo cerrado, aos poucos virou estrada, e castigou-nos com um subida interminável. Mas todos os guerreiros subiram pedalando até o final, mesmo com câmbios que insistiam em não mais trocar as marchas.

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Depois deste trecho do Água Fria, a fome começou a apertar. Seguimos por estradões até entrar numa grande área de cerrado, nos arredores do Engenho das Lages, onde há uma comunidade chamada Capoeirinha. A descida é forte, com muitas valas, passando por belas áreas de cerrado. No final, no fundo do vale, a estrada passa literalmente por dentro de um riacho de águas cristalinas, a poucos metros de onde ele deságua no rio Descoberto.

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O sol, que resolveu das as caras, venceu nossa fome e nos convidou para um mergulho.

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Depois de alguns minutos, voltamos para a estrada para enfrentar um dos trechos mais difíceis da trilha. Passamos pela ponte do rio Descoberto, e logo na primeira curva uma ladeira íngreme deu suas caras. A cada morrote vencido, outra parte da ladeira se apresentava, e nada de descanso por dois quilômetros, até adentrarmos na comunidade Engenho das Lages.

Seguimos direto para o restaurante Cantinho Caipira, às margens da BR-060.

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O almoço teve macarrão, peixe, carnes de boi e porco, arroz, feijão e salada. A salada tinha alguns bichos esquisitos andando por ela (prova de que era orgânica!), e o porco não foi depilado a contento (dizem que foi preparado por Cláudia Ohana), mas ninguém passou mal. Alguns repetiram o prato 3 vezes e ainda pediram uma marmita pra viagem. O Sid reclamou que tinha pouco arroz.

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Após um rápido descanço, partimos pros 30 kms finais. Núvens negras nos cercavam e um chuvisco fraco ameaçava complicar a trilha. Cruzamos a BR e o restante da comunidade do outro lado da pista. Entramos por um single track que desceu o vale até o córrego Engenho das Lages. Cruzar o rio sobre as pedras lisas não foi tarefa muito fácil, mas quase todos passamos sem problemas, apenas o Dinho que escorregou e quase foi levado pelo rio.

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Feita a travessia, último trecho difícil do dia: vencer o vale do córrego Engenho das Lages. Vários singles seguem o rio. Nos perdemos um pouco até encontrar o single certo, que vai subindo até uma estradinha no alto do morro. Chegando na estradinha, seguimos por ela, passando por pastagens. Foi nesta estrada que o pneu da bike do Dinho estourou ao passar sobre uma pedra. Enquanto uns foram dormir, outros fizeram um mutirão para consertar o pneu.

DSC07262 20140215_142733 De volta à estrada, passamos por mais um trecho novo, que facilitou muito nossa passagem, sem cercas para pular como da última vez que passamos por ali. Estávamos na estrada principal da área rural conhecida como Ponte Alta, onde fizemos uma parada rápida para tomar um refrigerante. Agora mais nenhuma parada. Cruzamos a DF-290 e entramos na Ponte Alta de Baixo, local conhecido por abrigar a famosa trilha Tombé. Mais cinco quilômetros de estrada e single tracks e a trilha acabou.

Chegamos no posto às 16h, com 82 kms de pedal. Só tivemos tempo de colocar as bikes nos carros antes da chuva cair com força. Ficamos no bar observando a água alagar o estacionamento do posto, enquanto uns tomavam cerveja e outros iogurte.